Somos seres sugestionáveis, escutamos histórias que nos repetem desde a mais remota civilização, somos convencidos que o caminho do meio, nem o esquerdo ou o direito. O morno, nem o quente ou o frio, nem o bom ou o ruim demais, o meio. Esse é o caminho para o bom cristão, pois a luxúria, a gula, os excessos são pecaminosos e sujos. O que nos sobra faz falta para alguém, os desperdícios particulares são mínguas alheias, como se isso fosse mesmo verdade. Por isso não sigo regras, descobri cedo que desmedir os sentimentos e deixar-se à revelia dos excessos é a melhor maneira de se sentir vivo. Os amantes jovens brincam de esconde-esconde, aquela premissa de correr na frente e se camuflar, para se misturar com a paisagem e não ser encontrado e no fim se atingirem com sustos. Pouco muda durante toda a relação, as confissões de amor desmedido, as pequenas punhaladas que fazem sangrar de alegria e de dor, que trazem dor, culpa e dúvida de sermos merecedores desse sentimento. Os ci...
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